Localizada no Centro Cultural Itamar Franco, a Sala Minas Gerais é, sem dúvidas, um enorme ganho cultural para o estado

O dia 27 de fevereiro marcou a realização de um sonho para a Filarmônica de Minas Gerais e, além disso, reafirmou o potencial cultural da capital mineira. A tão esperada Sala Minas Gerais foi inaugurada em grande estilo. Numa apresentação especial sob regência do maestro Fabio Mechetti, a Orquestra dividiu o palco com a soprano Edna D’Oliveira, a mezzo-soprano Edinéia de Oliveira, o Coral Lírico de Minas Gerais e o Coro da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).

A sala começou a ser projetada em 2013, mas sua existência já era um sonho para a Orquestra Filarmônica desde a criação do grupo, em 2008. A construção de sua moderna fachada não passa despercebida para quem caminha pela rua Tenente Brito Melo, localizada no bairro Barro Preto. A Sala Minas Gerais nasce não apenas para trazer um espaço de concertos, mas também paraabrir caminhos capazes de fomentar a cultura belo-horizontina e transformar a capital mineira em um polo da música sinfônica mundial.

Com tecnologia de ponta, as estruturas do sala contam com um difusor acústico móvel, que pode variar de altura de acordo com a necessidade – ele foi montado no teto, sobre o palco. Nas laterais, bandeiras acústicas também são ajustáveis (elas servem para rebater o som e se adéquam à lotação da sala). O revestimento de madeira, em paredes ondulares, auxilia na reverberação do som. Já a arquitetura tem formato conhecido como “caixa de sapato”, característica consagrada de salas importantíssimas como a Boston Symphony Hall, a Musikverein (de Viena) e a Sala São Paulo; e de terraços ou surround, como a Philarmonie (em Berlim).

Podemos dizer, porém, que a Sala Minas Geraisé única em seu desenho final. “Este projeto nasceu de um desejo de traduzir, na arquitetura, a vitalidade e a expressão da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Não queríamos uma solução congelada, conhecida, repetida ou até mesmo banalizada”, explica o coordenador do projeto, José Augusto Nepomuceno.

Fabio Mechetti, regente titular e diretor artístico da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, contou para a revista Exclusive que, até este ano, a orquestra ensaiava e se apresentava no Palácio das Artes e que essa mudança estrutural será muito significante, à medida que abre o caminho para uma nova etapa na história da Filarmônica. “Muitos falaram que dobramos o nosso número de concertos. Mas, na verdade, antes deixávamos de fazer metade deles por conta dessa falta de espaço. Agora, sim, teremos uma agenda ativa e um local que é nosso”, pontua Mechetti.

O regente destaca ainda a importância da sala para o desenvolvimento da orquestra. “Quanto mais tocam, mais os músicos melhoram. E agora ninguém precisará sair da sala para ensaiar. Apartir de agora, ensaiaremos e tocaremos no mesmo espaço. Com isso, poderemos, finalmente, trabalhar articulação, balanço, equilíbrio etc.”, detalha Mechetti, lembrando-se do quão relevante é ter um espaço para estudos.

Um grande investimento somado a um grande sonho não poderia ter resultado diferente: um ambiente único que transborda música e paixão, levando ao público uma experiência maravilhosa e encantadora. E ainda vai além, pois abre portas para que o mundo venha ao encontro de BH. Estamos diante de um cenário que a sociedade mineira pode (e deve) se orgulhar muito.

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Agenda
11 de abril (sábado): Fora de série, às 18h (Fabio Mechetti, regente; Sônia Rubinsky, piano. Brahms e Shostakovich).
16 de abril (quinta-feira): Presto, às 20h30 (Fabio Mechetti, regente; Lilya Zilberstein, piano. Brahms e Shostakovich).
17 de abril (sexta-feira): Veloce, 20h30 (Fabio Mechetti, regente; Lilya Zilberstein, piano. Brahms e Shostakovich).
26 de abril (domingo): Concertos para a juventude, 11h(Marcus Arakaki, regente. Mozart).
28 de abril (terça-feira): Rio de Janeiro, 20h30(Marcus Arakaki, regente. Mozart, Villa-Lobos e Shostakovich).
7 de maio (quinta-feira): Allegro, 20h30(Marcus Arakaki, regente; Anna Vinnitskaya, piano. Prokofiev e Brahms).
8 de maio (sexta-feira): Vivace, 20h30(Marcus Arakaki, regente; Anna Vinnitskaya, piano. Prokofiev e Brahms).
14 de maio (quinta-feira): Presto, 20h30(Michal Nesterowicz, regente convidado; Amit Peled, violoncelo. Sibelus, Herbert e Fauré).
 
Agenda completa em: www.filarmonica.art.br.
Informações: (31) 3219-9000.
 
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Por: Raquel Dutra

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