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A Copa Centenário e o sonho de um garoto do clube amador mais antigo da capital

por Redação | publicado em segunda, 02 de abril de 2018


“As pessoas não escolhem os sonhos, os sonhos escolhem as pessoas.” A frase motivacional que se lê no perfil de whatsapp do garoto Diego, de 16 anos, resume bem o que ele espera do destino. O meia armador do time juvenil do Ferroviário sonha brilhar na Copa Centenário 2018, ser descoberto por um grande clube de futebol e ter uma trajetória de sucesso como atleta profissional.
“Se o nosso time for bem e eu me destacar, quem sabe um olheiro não indica a minha contratação? ”, indaga Diego, referindo-se aos observadores antenados que caçam talentos no futebol amador.

A Copa Centenário de Futebol Amador Wadson Lima é organizada pela Prefeitura de Belo Horizonte e disputada em sete categorias – infantil, juvenil, adulto A, adulto B, adulto C, master e feminino. A competição deste ano, que começa a partir do dia 08/04, reúne 14 clubes na categoria infantil e 18 na juvenil. São 686 atletas registrados somente nessas duas categorias de base, entre eles, Diego, que é uma das esperanças do Social Olímpico Ferroviário.

Fundado em 2 de maio de 1928, o clube completa 90 anos nesta temporada. É a agremiação amadora mais antiga em atividade em Belo Horizonte, considerando que o Pompeia, fundado em 1921, encontra-se inativo há alguns anos. O Ferroviário participou de todas as edições da Copa Centenário. Na competição deste ano, estará presente nas categorias infantil, juvenil e adulto B. O clube é bicampeão infantil da Copa (2014/15). “A Copa Centenário é uma competição fundamental para o futebol amador de Belo Horizonte. Movimenta o nosso meio e ajuda a alavancar muito o futebol feminino”, observa Mauro Mansur, vice-presidente do Ferroviário.

Inclusão social

Além de organizar a Copa Centenário, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, a PBH disponibiliza 30 campos municipais para a disputa, da primeira rodada à decisão de cada categoria. Este ano, a Prefeitura conta com recursos do Ministério dos Esportes, o que amplia a política de fomento ao esporte, com o fornecimento para cada clube classificado de um conjunto de uniforme com 25 peças e sacola para transporte de material esportivo.

“A Copa Centenário é um dos projetos fundamentais que a Prefeitura tem, não apenas para o incentivo aos clubes de futebol amador da cidade, mas para o desenvolvimento do esporte. Investir no esporte é gerar inclusão social, saúde e vida”, afirma o secretário municipal de Esportes e Lazer, Elberto Furtado.
Cada clube participante vai receber ainda duas bolas para utilização nas partidas. Já os dez primeiros colocados de cada categoria ganharão bolas como premiação, conforme o regulamento. Ao todo, serão 300 jogos na Copa Centenário 2018.

Pedro Paulo e Toninho Cerezo

O Ferroviário tem forte vínculo com a rede de ferrovias e foi fundado na época da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil. Por muitas décadas, a agremiação aceitava apenas ferroviários como diretores. Com o tempo, porém, foi se abrindo a outros grupos. Desde as décadas iniciais, o Ferroviário mantém campo no bairro Horto Florestal, existente até os dias de hoje na região Leste de Belo Horizonte.

“Nosso trabalho com o futebol é, sobretudo, social. Cobramos um bom desempenho escolar, ensinamos disciplina, educamos os meninos para a vida. Fazemos também um acompanhamento nutricional, chamado Alimentação Equilibrada, em parceria com os pais e uma equipe de nutricionistas da UFMG”, explica Ricardo Ganso, coordenador das categorias de base do Ferroviário.
Além do trabalho de fundo social, o Ferroviário é um celeiro de talentos. Os jogadores mais famosos revelados pelo clube são o lateral-direito Pedro Paulo, que integrou o Cruzeiro nos anos 60, e o meia Toninho Cerezo, um dos grandes ídolos do Atlético na década de 80.

Ruy Cabeção, o atacante Álvaro e o lateral-esquerdo Bryan também iniciaram a trajetória no Ferroviário. “Muitos jogadores que começaram aqui estão hoje no futebol europeu e dos Estados Unidos”, pontua Ricardo Ganso. Fã do argentino Lionel Messi, o meia Diego deseja trilhar um caminho semelhante ao desses atletas que mostraram talento no campo de terra do Ferroviário antes de serem descobertos por grandes clubes.
“Nosso time está entrosado, tem treinado bem. Acho que temos condições de conquistar o título”, pensa Diego, que tem 1,70m de altura e pesa 55 quilos. O juvenil do Ferroviário está no grupo E, ao lado de Tupinambás e Nordeste. A estreia da equipe será contra o Nordeste, no fim de semana dos dias 5 e 6 de maio.


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