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Redução do estômago por endoscopia

por Redação | publicado em terça, 31 de julho de 2018


Especialista cita as vantagens e desvantagens do procedimento de gastroplastia endoscópica para o tratamento do sobrepeso e da obesidade.

Foto: divulgação

Alternativa para que não quer passar pela cirurgia bariátrica, a Gastroplastia Endoscópica é um procedimento de sutura do estômago, sem a realização de nenhum tipo de corte, no qual o órgão tem seu tamanho reduzido por meio de pontos, semelhante a uma costura. Por ser um procedimento 100% endoscópico, o paciente normalmente recebe alta no mesmo dia.

De acordo com o cirurgião endoscopista Bruno Sander, diretor clínico do hospital dia Sander Medical Center, em Belo Horizonte, a sutura cria um novo molde (menor) para o estômago, mantendo o órgão com irrigação, vascularização e absorção praticamente normais. “Esse novo formato induz uma restrição de espaço. Desta forma, o procedimento atua por dois mecanismos básicos, um de restrição na área de reserva dos alimentos e outro induzindo um esvaziamento mais lento”.

O objetivo do tratamento é permitir que o paciente fique saciado por mais tempo e coma menos em cada refeição. “A gastroplastia endoscópica é indicado para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) a partir de 30kg/m², no entanto, qualquer pessoa com grau de obesidade pode realizá-lo, se não houver contraindicações clínicas”, contou Sander.

Além disso, o procedimento também é indicado também para pacientes que tiveram falha no tratamento clínico contra a obesidade ou que já tentaram outros métodos, como o balão intragástrico, sem sucesso e/ou com reganho de peso. “A idade mínima para realizar o procedimento é 18 anos”, lembrou o médico.

Confira as principais vantagens e desvantagens de realizar o procedimento:

Vantagens:

  • Menor tempo de procedimento;
  • Sem necessidade de internação;
  • Sem cortes;
  • Menor risco de complicações durante e após o procedimento;
  • Índice de perda de peso semelhante ao da cirurgia bariátrica Sleeve;
  • Não é retirada nenhuma parte do estômago ou intestino;

Desvantagens

  • Não é coberto por convênios;
  • Procedimento reversível após 2 a 3 anos devido rompimento espontâneo e gradativo das suturas realizadas;

O especialista lembra sobre a importância de conciliar qualquer tratamento com a prática de atividades físicas, além de um acompanhamento nutricional e psicológico para uma real mudança de hábitos e mente. “Só com o acompanhamento de uma esquipe multidisciplinar é possível manter os resultados do procedimento, que deve ser realizado sempre por um médico cirurgião, especialista em endoscopia digestiva”, garantiu Bruno.

Fonte: Bruno Sander, médico cirurgião endoscopista, especialista em gastroenterologia e nutrologia. É diretor clínico do Hospital Dia Sander Medical Center, em Belo Horizonte (www.sandermedicalcenter.com.br).


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