Belo Horizonte, 19/08/2019

É possível envelhecer sem dor?

por Redação | publicado em quinta, 24 de janeiro de 2019



Terceira idade não precisa ser sinônimo de dor. Saiba como manter a qualidade de vida nesta fase.

Relacionar o envelhecimento com dores é muito comum. Mas você sabia que isso é um mito? Na realidade, os incômodos nesse período podem ser resultados de vários fatores decorrentes ao longo da vida. Mas, é possível tratar e evitar esses problemas através de bons hábitos.

No entanto, um dos principais pontos que atrapalham no tratamento é exatamente a crença de que as dores nessa fase são comuns. O ortopedista Otávio Melo, especialista em traumatologia, explica que, em alguns casos, os idosos evitam procurar um especialista por acharem que problemas nas articulações, entre outros transtornos, são normais.

Ele destaca que nenhuma dor deve ser considerada normal. Por esse motivo, buscar um especialista evita o surgimento ou avanço de outras doenças relacionadas. “Algumas pessoas só procuram um médico quando a dor já evoluiu. Na verdade, o ideal é ir atrás de um diagnóstico assim que as dores surgem. Dessa forma, o tratamento é muito mais eficaz. Além disso, a qualidade de vida não é prejudicada”, esclareceu Otávio.

A importância de uma boa alimentação

O ortopedista também declara que os cuidados com alimentação e exercícios físicos devem ser redobrados. “Sabemos que o desgaste dos ossos e articulações é maior na terceira idade. Por isso, para evitar as dores, alguns hábitos devem ser preservados. O consumo de cálcio, por exemplo, deve ser maior. Vitaminas e todos os nutrientes saudáveis devem fazer parte da dieta. Além disso, viver longe do sedentarismo é fundamental”.

O médico acrescenta que também é possível conciliar essas ações preventivas com exercícios físicos e alimentação adequada com novas terapias que garantem ótimos resultados. “A indicação de cada procedimento varia de acordo com o caso de cada paciente. Por esse motivo, obter acompanhamento médico é essencial para encontrar o tratamento mais seguro e eficaz”, garantiu.

Fonte: Otávio Melo, médico ortopedista e especialista em traumatologia (www.otaviomelo.com.br).


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