Belo Horizonte, 01/12/2020

Exposição une arte, flores e cores

por Redação | publicado em quarta, 11 de novembro de 2020



A exposição Primavera, com entrada franca, acontece de 10 a 30 de novembro, na Errol Flynn Galeria de Arte, em Belo Horizonte (MG)

Em momento tão delicado vivenciado pela humanidade, a Errol Flynn Galeria de Arte decidiu, através da arte e dos artistas, realizar uma exposição temática que remete à alegria, à esperança, à paz, à positividade: a Primavera – a mais bela estação das flores e que inspira sempre artistas e poetas em todo mundo. A exposição poderá ser visitada, com entrada franca, de 10 a 30 de novembro, de segundas às sextas, de 10 às 18h, e aos sábados, de 9 às 13h, na sede da galeria, localizada na rua Curitiba, 1862, bairro Lourdes, em Belo Horizonte (MG). A exposição convida o público a conhecer 78 obras, sendo a maioria pinturas e alguns objetos. Os preços das obras variam entre R$ 4.000,00 a R$ 60.000,00.

A mostra reúne 19 artistas de diferentes linguagens e gerações, alguns já consagrados, outros emergentes e, por fim, outros ainda com poucos anos de carreira, mas com imenso talento. Dentre eles, estão Alexandre Rato, Alfredo Vieira, André Burian, Antônio Eustáquio, Célio Faria, Diego Mendonça, Elias Layon, Fernando Lucchesi, Fernando Pacheco, Henry Victor, Jorge Fonseca, Márcio Schiaz, Mário Mariano, Nello Nuno (in memorian), Orlando Castaño, Pedro Guedes, Rui de Paula, Sérgio Telles e Yara Tupynambá.

Entre os participantes, podemos destacar como artistas mais relevantes: Sergio Telles, Yara Tupynambá, Jorge Fonseca e Fernando Lucchesi, seja pela carreira internacional, nacional ou regional, seja pela trajetória de prêmios, livros editados, murais tombados pelo patrimônio histórico e obras importantes em acervos públicos e particulares.

De acordo com o marchand Leonardo Reis, o objetivo da exposição é reativar o circuito cultural da cidade no setor de artes plásticas e valorizar a arte e os artistas, trazendo, ao mesmo tempo, um pouco de alegria e esperança para as pessoas em Belo Horizonte que poderão apreciar o belo acervo fisicamente e em todo Brasil, virtualmente, através do site www.errol.com.br. “As perspectivas são extraordinárias. Acreditamos que teremos uma mega visitação por causa do conjunto fantástico de trabalhos que conseguimos com a participação dos 19 artistas. Acreditamos que teremos muitas vendas pois os trabalhos estão maravilhosos, trazem linguagens bem diferentes umas das outras o que facilita agradar os diversos perfis de compradores além de que os artistas se superaram positivamente nas expectativas e produção das obras”, afirma. Leonardo Reis ressalta que o catálogo da exposição foi diagramado pelo “Papa” da crítica de arte no Brasil, o premiadíssimo Olívio Tavares de Araújo. Serão rigorosamente obedecidos todos os protocolos e limitações determinados pelas autoridades municipais de saúde. É exigido, para visitação, o uso de máscara. O álcool em gel está disponível na galeria para os visitantes. “A visitação máxima será de 30 pessoas, no mesmo momento, incluindo funcionários. São quase 450 metros quadrados no total, mas preferimos trabalhar com larga margem de segurança a fim de deixarmos os visitantes bem à vontade e seguros”, diz Leonardo Reis.

Saiba mais sobre os artistas:

Fernando Lucchesi

Em 1979, realiza sua primeira exposição individual na FAOP e participa da coletiva “Desenho Mineiro”, no Palácio das Artes, e de “Artistas Mineiros” na Funarte, no Rio de Janeiro. Em 1980, participa com pinturas, desenhos e objetos da exposição “Figuração Selvagem”, no Palácio das Artes. Em 1983, integra a Escola de Artes e Ofícios de Contagem, idealizada por Amílcar de Castro, com aulas de desenho, pintura e objetos para crianças carentes. A obra de Fernando Lucchesi é documentada em livros nos quais é registrada a genuinidade de seu trabalho, que integra de maneira singular a cultura regional e internacional, caracterizada pela contemporaneidade da sua expressão artística.

Jorge Fonseca

Sua primeira individual foi em 1995, no Salão de Arte Contemporânea de Campos dos Goytacazes. Em 1996, conquistou o 1° lugar neste salão. Conquistou editais, prêmios e passou a integrar importantes coleções de arte, particulares e institucionais. Sua obra está presente em acervos institucionais relevantes: Museu Afro-Brasil/SP; MAM do Rio de Janeiro/Coleção Gilberto Chateaubriand; MAC de Niterói, Coleção João Sattamini; MAC de Curitiba, MAC de Goiás; Centro Cultural Cândido Mendes/RJ; Instituto PIPA / RJ. Os prêmios e as mais importantes exposições são: 2018/Programa de Ocupação dos Espaços da Caixa Cultural (Artista Selecionado); 2017/Prêmio PIPA (artista indicado), 2017/Prêmio PIPA OnLine (1º lugar), 2016/Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes Visuais (1º lugar com o Projeto FIOTIM – O Museu em Movimento); 2009/Fundação Pollock-Krasner / Nova York (Bolsa de Estímulo à Produção Artística); 2005/12º Salão da Bahia (artista selecionado); 2002/ Salão Nacional de Arte de Goiás (Prêmio Aquisição); 1996/53º Salão Paranaense (Prêmio Aquisição). Principais Individuais: 2019/Caixa Cultural/DF; 2018/Caixa Cultural/RJ; 2018/Caixa Cultural/SP; 2018/ Fiotim – O Museu em Movimento – Funarte/MG – BH/MG; 2007/Galeria Thomas Cohn/SP; 2007/Galeria Anna Maria Niemeyer/RJ; 2004/Galeria Anna Maria Niemeyer/RJ; 2001/Galeria Anna Maria Niemeyer/RJ.

Sergio Telles

Participou do Salão Nacional de Belas Artes em 1954. Em 1957, visitou os principais museus na Itália, França, Holanda e Portugal. De volta ao Brasil, trabalhou nos ateliês de Rodolfo Chambelland, Oswaldo Teixeira e Marie Nivouliès de Pierrefort, no RJ. Em 1964, passou em concurso público e exerceu o cargo de diplomata em países como Japão, França, Malásia, Líbano, Suíça e Tunísia. Sua obra figura em museus importantes como o Carnavalet, o Beaubourg, o de Arte Moderna de Paris, Grenoble e Marselha, o Petit Palais de Genebra, o Hermitage de São Petersburgo, o Pouchkine de Moscou, o MASP, o MNBA do RJ, a Fundação Gulbenkian e o Museu de Lisboa e o Palácio Kheireddine de Túnis. Suas principais exposições foram organizadas por alguns dos museus acima listados e pelas galerias Wildenstein de Londres, Tóquio e Buenos Aires, Bernheim Jeune, e Claude Marumo em Paris, Perron em Genebra, Jean Boghici no RJ, Renato Magalhães Gouvêa em SP, Errol Flynn Galeria de Arte em BH, S. Mamede em Lisboa, Fujikawa em Tóquio e Stuker em Zurique. Textos sobre a pintura de do artista foram escritos por críticos de arte e intelectuais como Raymond Cogniat, Pierre Courthion, Pierre Seghers, Jeanine Warnod, François Daulte, Antonio Bento, Jorge Amado, Olívio Tavares de Araújo, Ferreira Gullar, Fabio Magalhães, Carlos Drummond de Andrade, Mario Barata, Clarival do Prado Valladares, José Roberto Teixeira Leite, Jacob Klintowitz, Gilberto Gil, Rachel de Queiroz, Fernando Namora, Rafael Squirru, Cesar Magrini, Chisaburo Yamada, Yasuo Kamon. O artista já recebeu inúmeros prêmios nacionais e internacionais e sua obra está exaustivamente registrada em dezenas de livros publicados em diversos países.

Yara Tupynambá

Em 1955, começou a frequentar a Escola Guignard no Parque Municipal de BH, onde ficou até 1960, quando foi dar curso de gravura na Belas Artes da UFMG. Já em atividades didáticas, foi aluna de Fayga Ostrower, de Oswaldo Goeldi e do Pratt Institute, New York. Em 1957 obteve seu 1º prêmio de desenho no Salão Universitário. Participou de Bienais da Bahia e São Paulo. Dedicou-se à produção de grandes murais, que se encontram na Reitoria da UFMG, na Faculdade de Educação da UFMG, ALMG, Serpro, Câmara Municipal de BH, Receita Federal e TCMG. Tem 104 murais realizados, sendo sete deles tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico de BH. Participou de mostras internacionais: I Certame Latino-Americano de Xilogravura, em Buenos Aires, Argentina; Artistas Brasileiros em Indiana e Ohio; no American Cultural Institute, em Washington; Brazilian Cultural Institute em New York; na Xilon Internacional que, de dois em dois anos, percorre toda a Europa. Expôs individualmente em Paris, New York, San Francisco, Londres, Santiago do Chile, Assunção, Porto, entre outras cidades. Seu projeto se fixa especialmente sobre uma visão de Minas Gerais abrangendo ciclos diversos: - Ciclo Histórico com painéis históricos; - Ciclo de Figuras Históricas, abrangendo homens e mulheres que construíram uma Minas histórica, política e econômica; - Ciclo sobre o povo, com as séries Vale do Jequitinhonha, Festas populares como Congado, Festa do Divino, Festa de São João e diversões do povo como o Circo; - Ciclo Ecológico, com a apresentação das séries Reserva Florestal do Vale do Rio Doce, Reserva da Serra do Cipó e Reserva de Inhotim.

Exposição Primavera

Local: Errol Flynn Galeria de Arte

Data: 10 a 30 de novembro de 2020

Horário: De segunda a sexta-feira das 10 às 18 h e sábados das 9 às 13 h

Endereço: Rua Curitiba, 1862, Lourdes - BH- MG

Entrada franca

Estacionamento privativo

www.errol.com.br

errolflynn.galeria@terra.com.br


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