Belo Horizonte, 19/09/2021

Museu da Cozinha Mineira será instalado em Santa Luzia

por redacao | publicado em segunda, 16 de agosto de 2021



Foto: Fazenda Boa Esperança/ Ascom Secult

Espaço irá funcionar na Fazenda Boa Esperança, fruto de parceria entre o município e o Iepha-MG

O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, o presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), Felipe Pires, e integrantes da equipe técnica da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) visitaram, na sexta-feira (13/8), a cidade de Santa Luzia, onde foi assinado um protocolo de intenção de cooperação técnica entre o município e o Iepha para a implantação do Museu da Cozinha Mineira.

O Museu será instalado na Fazenda Boa Esperança, pertencente ao município, que será restaurada pela prefeitura. A proposta é que haja uma exposição de longa duração e outras mostras temáticas de média duração, com base em calendário de datas comemorativas, estando sempre em consonância com atividades educativas. O espaço expositivo deverá ser composto por utensílios domésticos relacionados à cozinha mineira, objetos e recursos tecnológicos que incentivem a interação dos visitantes com o acervo.

O Iepha-MG irá fornecer orientação técnica para a implantação do projeto, e a intenção da parceria é contribuir para o desenvolvimento e valorização da cozinha mineira enquanto patrimônio cultural imaterial.

“O Museu da Cozinha Mineira será parada obrigatória para turistas, até pela proximidade com o aeroporto internacional de Confins”, diz o secretário Leônidas Oliveira. Ele também ressalta o trabalho da Secult e do Iepha para reconhecer a Cozinha Mineira como patrimônio do Estado e do país.

“O Governo de Minas deu início ao processo de reconhecimento da Cozinha Mineira como patrimônio cultural imaterial do Estado, além de elaborar, de forma participativa e colaborativa, o Atlas da Cultura Alimentar de Minas Gerais. Já o Plano Estadual da Cozinha Mineira afirma-se como mais um passo importante para o desenvolvimento sustentável da Cultura e do Turismo no Estado, prevendo a articulação de iniciativas do poder púbico, setor privado e sociedade civil, buscando movimentar a economia criativa para a geração de milhres de empregos”, enfatiza o secretário.

“A cozinha é parte da identidade e da cultura de Minas Gerais. Mais do que alimento, ela representa afeto e cuidado. A criação do museu em Santa Luzia, em parceria com a prefeitura, terá como base os estudos em desenvolvimento pelo Iepha no sentido de reconhecer esse patrimônio imaterial, possibilitando a implantação do espaço que vai reunir, representar e valorizar essa tradição numa ação de importante salvaguarda”, diz o presidente do Iepha, Felipe Pires.

Fazenda Boa Esperança de Santa Luzia

A Fazenda Boa Esperança é um exemplar da arquitetura rural mineira de finais do século XIX. A edificação principal é uma construção inspirada no estilo colonial e se integra perfeitamente à natureza do local, cujo principal detalhe arquitetônico é seu alpendre, exemplar das raízes mineiras.

Agenda no município

Durante a visita à Santa Luzia, a equipe da Secult visitou o Solar da Baronesa, onde foi apresentado o projeto do Museu da Cozinha Mineira, com participação do secretário Leônidas Oliveira, do prefeito da cidade, delegado Christiano Xavier, da secretária Municipal de Cultura e Turismo, Joana Coelho, e do presidente do Iepha, Felipe Pires.

O Solar, sobrado colonial construído pelos barões de Santa Luzia Manuel Ribeiro Viana e Maria Alexandrina de Almeida Viana, é a maior construção civil do centro histórico da cidade e possui grande relevância histórica e arquitetônica para o município. A edificação funciona como sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e como centro cultural para a promoção de oficinas culturais.

Em seguida, a comitiva da Secult visitiou a Fazenda Boa Esperança e também o Quilombo de Pinhões, comunidade quilombola localizada na área rural do município. A única igreja do local foi construída em 1888 e é dedicada Nossa Senhora do Rosário. O nome “Pinhões” foi dado pelos antigos moradores em virtude da grande quantidade de araucárias e pinheiros, árvores que produzem o fruto de nome pinhão. Sua maior expressão cultural é a guarda catopés de Nossa Senhora do Rosário, cuja festa acontece em outubro, registrada como patrimônio imaterial do Município de Santa Luzia.

Houve também visita ao Quilombo Manzo, comunidade fundada na década de 1970, por Mãe Efigênia, descendente de indígenas e africanos que foram escravizados no Morro da Queimada, em Ouro Preto. Em dezembro de 2017, a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte reconheceu o quilombo como patrimônio imaterial do município, juntamente com outras duas comunidades quilombolas. O Registro na esfera estadual foi solicitado pela comunidade Manzo Ngunzo Kaiango ao Iepha-MG em fevereiro deste ano.


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