Belo Horizonte, 13/11/2019

Museu de Arte da Pampulha promove encontro com artista e curador da exposição “Mais dia, menos noite”

por Redação | publicado em quarta, 07 de agosto de 2019



Exposição Mais Dia Menos Noite | Tatiana Blass

Encontro artista e curador: Sábado, 10 de agosto, às 15h

Visitação: até 1º de setembro | terça a domingo, das 9h às 18h

Museu de Arte da Pampulha

Av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Pampulha

ENTRADA GRATUITA

Informações para o público: (31) 3277-7996

A Fundação Municipal de Cultura realiza no sábado, dia 10 de agosto, às 15h, um encontro sobre a exposição “Mais dia, menos noite” com a artista Tatiana Blass e o curador Douglas de Freitas, no Museu de Arte da Pampulha (MAP). O evento irá proporcionar aos interessados em Artes Visuais uma conversa sobre a produção da artista e a realização da obra, uma instalação composta por um grande tear manual, um tapete vermelho e fios que atravessam o espaço do museu até alcançar a Lagoa da Pampulha. A atividade é gratuita.

A exposição “Mais dia, menos noite” integra o projeto Arte Contemporânea no MAP, criado em 2002 com o intuito de promover e fomentar as Artes Visuais em Belo Horizonte, apresentando obras que estabelecem uma relação com o espaço arquitetônico do Museu e sua paisagem. Letícia Schirm, Diretora de Museus, comenta que “a instalação se integra de maneira interessante ao edifício tombado e a paisagem da Pampulha, podendo inclusive ser vista à distância, especialmente da Casa do Baile, pelos visitantes”.

Tatiana Blass, artista de consolidada carreira, participou de importantes mostras nacionais e internacionais. Seu trabalho explora linguagens diversas em pintura, vídeo, instalação e objetos. Nascida em São Paulo, hoje vive e trabalha em Belo Horizonte. Ela apresenta no MAP uma instalação composta por um tear manual, posicionado no salão nobre do Museu, dando forma a um extenso tapete, que acompanha o visitante na sua caminhada dentro do edifício e se desfaz até atingir os jardins e a Lagoa da Pampulha. O emaranhado de fios vermelhos sobrepõe-se aos materiais nobres e frios do interior do prédio e ao verde da paisagem, forrando o espaço e provocando o seu olhar durante a visita.

Relacionando o mito de Penélope com a história do edifício do MAP – concebido na década de 1940 para ser um cassino – a instalação criada por Tatiana Blass traz à tona a simbologia do tapete vermelho, intimamente ligada ao poder e ao luxo. Segundo o mito, após um ano de casado, Odisseu deixa Penélope e parte para a guerra de Tróia. Vinte anos depois, sem notícias, Penélope passa a ser assediada por novos pretendentes, e assume o compromisso de escolher um novo marido quando terminasse de tecer uma mortalha para o pai de Odisseu. Durante o dia, ela tecia; durante a noite, desmanchava seu trabalho na tentativa de enganar o tempo e iludir seus pretendentes, aguardando a volta de seu amado. As ideias de suspensão do tempo e de espera, assim como de deslocamento da realidade que desafia a nossa percepção, estão presentes na instalação.

Sobre os convidados:

Tatiana Blass

Formada em Bacharelado em Artes Plásticas pela Universidade Estadual Paulista, Tatiana Blass faz pinturas, vídeos, esculturas e instalações. Começou a desenvolver seu trabalho em 1998, quando passou a participar regularmente de exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior. Participou da 29ª Bienal Internacional de São Paulo. Foi finalista do prêmio Nam June Paik Award, na Alemanha. Foi contemplada pelo programa “Grants & Commissions”, da Cisneros Fontanals Art Foundation, em Miami. Em 2011, ganhou o Prêmio PIPA pelo voto popular e voto do júri pelo conjunto de sua obra.

Douglas de Freitas

É bacharel em Artes Plásticas e curador associado do Instituto Inhotim. Trabalhou de 2011 a 2019 como curador no Museu da Cidade de São Paulo (Secretaria Municipal de Cultura), onde realizou a performance de Maurício Ianês, as instalações de Tatiana Blass, Lucia Koch, Iran do Espírito Santo, Felipe Cohen, Laura Belém, Sara Ramo e Vanderlei Lopes na Capela do Morumbi; a instalação de Sandra Cinto e Carla Chaim na Casa do Sertanista; a exposição de Albano Afonso na Casa do Bandeirante; e as exposições retrospectivas “Guerra do Tempo”, de Marilá Dardot, e Arte à Mão Armada, de “Carmela Gross”, na Chácara Lane. Em 2018 realizou a exposição "Morumbi Caxingui Butantã” com instalações de Cinthia Marcelle, Matheus Rocha Pitta e Marcius Galan, que ocuparam respectivamente a Casa do Bandeirante, a Casa do Sertanista e a Capela do Morumbi. Em 2017 realizou com Felipe Scovino e MarceloCampos a exposição “Zerbini, Barrão, Albano” no Santander Cultural de Porto Alegre. Entre 2010 e 2012, foi coordenador do Edital de Arte na Cidade da Secretaria de Cultura de São Paulo, que realizou sete projetos de grande escala em espaços públicos. Foi o curador selecionado na Temporada de Projetos do Paço das Artes de 2011; vencedor do Prêmio PROAC Artes Visuais, com o projeto Fachada 2e1 – 2014, com intervenções públicas de Débora Bolsoni, Wagner Malta Tavares e Laura Vinci; do Edital Amplificadores de Artes Visuais do Recife, com a exposição Em Espera, no Museu Murillo La Greca; e do Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2013, na Sala Nordeste de Artes Visuais, em Recife. Em 2017 organizou o livro monográfico de Carmela Gross pela editora Cobogó. Foi um dos finalistas do Prêmio Marcantonio Vilaça 2015/2016, e do Prêmio Marcantonio Vilaça 2017/2018 na categoria curadoria.

Mais informações para a imprensa pelo telefone 3277-4682 (Fundação Municipal de Cultura).

Foto: Piero Davila


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