Belo Horizonte, 13/11/2019

Pele no inverno: época de cuidados redobrados

por Redação | publicado em quinta, 11 de julho de 2019



Especialista destaca a importância de se ter uma rotina de cuidados diários com a pele

Parece bobagem, mas nunca é demais falar sobre os cuidados que a pele exige na estação mais seca e fria do ano.

É neste período em que há uma baixa na umidade relativa do ar, e o maior órgão do corpo humano necessita de atenção especial para se manter saudável, evitando aquele aspecto ressecado, a aparência craquelada, ou até descamativa em algumas regiões, como cotovelos ou joelhos. “A pele esbranquiçada e sem brilho é característica de um quadro de ressecamento severo, onde ocorre a quebra da barreira de defesa cutânea”, explica o dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Lucas Miranda.

O tempo seco do inverno também costuma induzir as pessoas a aumentarem a temperatura da água no banho, agravando a situação, já que a água muito quente também danifica a pele. “A temperatura ideal da água para banho é de 30° C a 35° C. Temperaturas mais altas provocam danos no tecido, podendo causar queimaduras, além de retirarem a camada lipídica de proteção responsável por preservar a umidade da pele”, explica Lucas.

Outro comportamento comum e nocivo nesse período do ano é a redução na ingestão de água e hortaliças. Por transpirarem menos, as pessoas sentem menos sede, assim como tendem a preferir alimentos quentes e mais gordurosos no lugar de vegetais. “Esse hábito, além de comprometer a saúde do organismo como um todo, impacta também na vitalidade da pele. Nesta época do ano, mais do que nunca, é essencial manter água e nutrientes em níveis que favoreçam a manutenção da hidratação e saúde da pele, que depende também do que ingerimos, e não apenas de uso de cosméticos, ou cuidados externos”, ressalta o dermatologista.

Entre as doenças de pele mais comuns nesse período do ano estão a Dermatite Seborreica, comum nas regiões que contenham pelos, que é causada pela desregulação sebácea, com intensa produção de oleosidade, descamação e prurido (coceira); a Dermatite Atópica, também caracterizada pela coceira, espessamento da pele, que se torna áspera e escurecida, comum nas regiões dos joelhos, pescoço e dobras dos braços; a Psoríase, relativamente comum, crônica e não contagiosa, frequentemente associada a fatores emocionais, que gera lesões de aspectos variados, em geral, associadas a vermelhidão, descamação e irritação da pele. Por fim, outra doença comumente agravada no inverno é a Ictiose vulgar, que aparece geralmente no primeiro ano de vida, caracterizada pelo intenso ressecamento e descamação da pele. As áreas mais atingidas são os membros, podendo afetar também a face e o couro cabeludo. “Diante de qualquer alteração na textura, cor ou aspecto da pele, o ideal é procurar o atendimento dermatológico para avaliar o caso e, se necessário, iniciar o tratamento adequado para evitar que o quadro se agrave”, recomenda Dr. Lucas.

Confira algumas dicas para você começar a cuidar da pele em casa:
– Beba no mínimo dois litros de água por dia;
– Evite banhos quentes e muito demorados;
– Evite se ensaboar demais e usar buchas, que também contribuem para alterar a composição do manto hidrolipídico (hidratante natural produzido pelo organismo) que protege a pele;
– Use o hidratante logo após sair do box – ainda no banheiro – com aquele vaporzinho pós-banho, que ajuda na penetração do creme;
– Para peles oleosas, e acneicas, evite hidratante comum no rosto, use produtos “oilfree” nas áreas de maior oleosidade (rosto e tórax);
– Os lábios também costumam ressecar muito no inverno. É importante usar hidratantes específicos para essa região para evitar rachaduras;
– Use filtro solar diariamente.

Foto: Pollyana Oliver.


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