Belo Horizonte, 13/11/2019

Tecnologia pode reduzir graves consequências da dengue

por Redação | publicado em quinta, 18 de julho de 2019



No Brasil, já são 600 mil casos da doença, que matou 366 pessoas
no primeiro semestre. Diagnóstico prematuro salva vidas

Em apenas um ano, a quantidade de mortes causadas pela dengue mais do que dobrou em todo o Brasil, saltando de 139 durante o primeiro semestre de 2018 para 366 no mesmo período de 2019. Os números foram divulgados pelo Ministério da Saúde. É o maior volume de óbitos desde 2015, quando 752 pessoas faleceram em decorrência da doença. No total, são mais de 600 mil casos confirmados de dengue no País apenas no primeiro semestre e apesar da chegada do inverno, casos continuam sendo diagnosticados.

Para que a consequência seja menos devastadora, é essencial um diagnóstico rápido e preciso, que possa identificar a doença ainda nos primeiros sinais e sintomas. Nesse sentido, o teste rápido é uma das tecnologias mais eficazes, possibilitando uma atuação ágil do médico. A tecnologia ajuda, ainda, a distinguir essa doença de outras arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, como Chikungunya eZika.

O Diretor Médico da MedLevensohn, Dr. Alexandre Chieppe, explica que a primeira manifestação da dengue é a febre, geralmente de 39 a 40oC, de início súbito, associada a dores de cabeça, musculares, articulares e atrás dos olhos. "Em alguns casos, também surgem manchas vermelhas pelo corpo. A maioria dos pacientes apresenta uma evolução benigna, com melhora dos sintomas em até sete dias. O risco é que, em alguns casos, a doença evolui para formas mais graves", afirma o especialista. Nesta fase, a dengue pode causar tontura, aumento da concentração de hemácias, queda da pressão arterial, dor abdominal e hemorragia.

Justamente por isso, o início do tratamento, principalmente com a hidratação adequada, ajuda a prevenir formas graves da doença. "Diagnosticar ou excluir precocemente a dengue permite o tratamento oportuno ou o direcionamento da investigação para outras doenças infecciosas. A maioria das doenças infectocontagiosas apresentam sinais e sintomas muito semelhantes nas fases iniciais, mas tratamentos muito diversos", diz o Dr. Chieppe.

É comum, em cenários de alta transmissão de dengue por exemplo, algumas doenças potencialmente graves como leptospiroses, febre maculosa, doença meningocócica, serem diagnosticadas muito tardiamente. "Portanto, um diagnóstico inicial permite instituir um tratamento específico, mais adequado, para diversas doenças, inclusive a dengue. Deste modo, tão importante quando diagnosticar a dengue, é excluir esta possibilidade o mais rápido possível".

O teste rápido é realizado em apenas dez minutos, em qualquer fase da doença, com amostras de sangue (uma gota por punção digital), ou com amostras de soro ou plasma. Este material é colocado em um cassete e, depois, é adicionada uma solução tampão. "O teste imunocromatográfico rápido é muito simples de ser utilizado, não necessita de estrutura laboratorial ou de profissionais de saúde especializados. Portanto, pode ser utilizado em qualquer nível de atenção à saúde, desde postos de saúde até grandes emergências", ressalta o Dr. Chieppe. Os testes rápidos têm a grande vantagem de fornecer o resultado em poucos minutos através de uma leitura visual do resultado, sem requerer equipamentos adicionais e utilizando pouco volume de sangue capilar, diferentemente dos habituais realizados em laboratórios de análises clínicas, nos quais o tempo de espera pelo resultado pode levar alguns dias.

Tecnologia, precisão e rapidez que salvam vidas

Existem soluções que permitem o diagnóstico desde os primeiros dias de infecção, através da identificação de uma proteína do vírus da dengue chamada NS1. Ou, se o paciente tiver mais de cinco dias de início dos sinais e sintomas, a indicação é a identificação de anticorpos, IgM e IgG. Em qualquer fase clínica da doença, a infecção pelo vírus da dengue pode ser identificada por teste rápido.

"Temos no Brasil um cenário altamente desafiador que é a circulação concomitantes de diversas arboviroses urbanas. Apesar de terem sinais e sintomas muito semelhantes, o que torna o diagnóstico clínico muito complexo e falho, têm consequências muito diferentes", explica o Dr. Chieppe. No caso da chikungunya tem um risco de cronificação das dores articulares. A zika está associada a graves complicações congênitas quando a infecção ocorre durante a gravidez, enquanto a dengue tem uma significativa mortalidade associada na fase inicial da doença. Portanto, um diagnóstico rápido, permite um tratamento melhor direcionado, assim como um melhor entendimento das possíveis complicações associadas.

Baixo custo

De acordo com o CEO da MedLevensohn, uma das maiores distribuidoras de produtos de saúde do Brasil, José Marcos Szuster, os testes rápidos têm valores baixos (custam entre R$ 6 e R$ 20), mas são extremamente avançados. No caso dos aparelhos comercializados pela marca, a avaliação de teste foi realizada com base em estudos comparativos com testes padrão ouro, com amostras previamente testadas com ELISA e PCR. "Se a Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa] liberar sua utilização em clínicas farmacêuticas, haverá um grande avanço na saúde pública brasileira. O paciente não precisará se deslocar até um hospital, que normalmente está lotado, e já sairá de uma farmácia com um pré-diagnóstico bastante preciso", afirma o executivo.

Apenas neste ano, a região sudeste realizou quase 80% das compras, seguida da região Sul, Centro Oeste, Norte e Nordeste.

Sobre a MedLevensohn

Distribuidora brasileira especializada em saúde, que oferece, além de sistema de testes rápidos, produtos e serviços que auxiliam no diagnóstico, monitoramento e tratamento de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial, colesterolemia e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

No mercado há mais de 15 anos, é distribuidora e importadora Master Dealer, referência de alta tecnologia, segurança, agilidade e preço competitivo na promoção da qualidade de vida e bem-estar de seus clientes e parceiros. Em 2019, conquistou a marca de um bilhão de tiras de glicemia On Call Plus distribuídas no Brasil. Isso torna a empresa a maior distribuidora da fábrica Acon no mundo, superando, inclusive, companhias chinesas.

Está presente em todo o território nacional, por meio da sua Rede de Distribuição. Possui sede no Rio de Janeiro, um Centro de Distribuição em Serra (ES) e filiais em São Paulo e Belo Horizonte. Também presta serviços em nível nacional para órgãos públicos, setor hospitalar, varejista e público médico.


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