Belo Horizonte, 28/10/2020

Vinhos para refrescar: pét-nat

por Redação | publicado em segunda, 05 de outubro de 2020



Pét-nat Gira Vinho/Daniel Iglesias.

Pétillant-Naturel (espumante natural em francês) são a pedida para enfrentar o calor

Neste calor é mais que natural a procura por rótulos de vinho que refesquem a cada gole. Cavas, espumantes, vinhos brancos, verdes, laranjas e rosés! Um verdadeiro arco-íris de vinhos pra beber geladinhos! E existem também os pret nat, uma categoria ainda pouco conhecida que tem tudo para ganhar mais adeptos. O Petnat é um tipo de espumante, “são vinhos leves, de baixo teor alcoólico e cheio de aromas e sabores” explica a chef Bruna Martins, sócia da Gira. Perfeitos para os dias ensolarados do Brasil.

Apesar de parecer uma nova moda, a verdade é que o Pétillant-Naturel (espumante natural em francês) é bem antigo e veio antes mesmo que os famosos espumantes de Champagne. Os Pét-Nats são produzidos com um método chamado de Ancestrale (desenvolvido por monges franceses no século 16), em que a fermentação termina naturalmente dentro da garrafa. Eles ficaram esquecidos durante décadas e voltaram ao mercado com a crescente busca por métodos tradicionais, artesanais e naturais. São vinhos de mínima intervenção, na maioria das vezes não filtrados e clarificados (e por isso de aspecto mais turvo) e sem adição de sulfitos, já que seu gás-carbônico próprio auxilia na sua conservação.

Confira alguns rótulos de vinhos para beber no calor:

- Minca Pét-nat (BRA)

Perfeito para os dias ensolarados do Brasil. Esse Pét-nat é um Charddonay com muita cremosidade, frescor e aromas deliciosos de padaria! Pode até parecer muito moderno, hipster e descolado, mas a verdade é que o PÉTILLANT-NATUREL (espumante natural em francês) é bem antigo e veio antes mesmo que os famosos espumantes de Champagne. Os Pét-Nats são produzidos com um método chamado de Ancestrale em que a fermentação termina naturalmente dentro da garrafa. Um vinho de mínima intervenção, não filtrado e clarificado (e por isso de aspecto mais turvo) .

R$ 139,00

- Cacique Maravilla Chacoli PetNat rosé (CHI)

Esse espumante petnat produzido em Secano Interior de Yumbel, teve suas uvas colhidas manualmente a partir de parreiras de mais de 100 anos cultivadas sem intervenções. Sua fermentação é realizada de forma espontânea somente com leveduras selvagens. A segunda fermentação ocorre na garrafa. De cor rosa claro com ceerta turbidez devido a não filtragem, encontra-se grande quantidade de depósito natural no fundo da garrafa. Aroma frutado, com notas cítricas, melancia, goiaba e maçã. Na boca é amplo, cremoso e fresco. Recomenda-se consumir bem gelado.

R$ 152,00

Sobre a Gira

Há pouco mais de um ano, abriu no Mercado Novo (BH) um espaço que propunha um jeito despretensioso de se beber vinho. Desde o começo, já se via que a GIRA tinha um forte talento para promover encontros e discussões em torno dessa que é uma das bebidas mais queridas do mundo.

“Ao longo do processo, nos apaixonamos pela história dos vinhos naturais, que se aproxima muito do que já faço na gastronomia”, conta Bruna Martins uma das sócias da empresa. Bruna é chef e comanda o Birosca, em Santa Tereza, restaurante famoso por celebrar os pequenos produtores e os insumos locais.

A venda de vinhos orgânicos/naturais é uma tendência já bastante consolidada na Europa e EUA e vem crescendo no Brasil. “Apesar de termos entrado nessa onda dos “naturebas” há pouco tempo, já somos uma referência em BH e a marca já é conhecida Brasil afora pelos apreciadores, produtores e comerciantes de vinhos naturais” diz Bruna.

Estão juntos a ela na empreitada, Daniel Iglesias que leva a comunicação da marca para muito além da venda de rótulos, trazendo sempre debates informações, e Gustavo Campos e Carolina Novais. O casal, que reside atualmente na Áustria (país referência no movimento dos vinhos naturais), se encarrega da pesquisa e incorporação de novas tendências, práticas e rótulos do universo da vinificação sustentável.

“Com a pandemia a gente perde esse lado da experiência presencial e migra pro ambiente virtual com a proposta de montar uma carta mais contemporânea que reflete uma tendência mundial de resgate de técnicas tradicionais, de produções mais “naturais”, com menos intervenções, menos agrotóxicos e por isso mais diversa, mais experimental; e também de solidificar um desejo de trabalhar cada vez mais com rótulos brasileiros”, explica Gustavo. O resultado é uma carta de vinho diferenciada, com rótulos inovadores e de difícil acesso e preços competitivos.

Até março, a Gira tinha um fluxo de clientes mais natural, do próprio mercado, um endereço que atraia multidões na capital. Com a quarentena o negócio migra para online e passar a atingir um publico maior e mais diverso também. Ponto para a comunicação, que com uma linguagem acessível e descontraída consegue informar sobre o ainda novo mundo dos vinhos sustentáveis, gerando interesse e conquistando um público agora fiel. “Nosso público hoje tem desde chefs e sommerliers querendo conhecer mais sobre o vinho natural à clientes que estão atrás apenas de um bom vinho, além é claro de quem é consciente com o que consome”, completa Carolina.

Os próximos passos já estão a caminho. O site/e-commerce fica pronto em setembro e com ele começam despachar para todo o Brasil. Assim que o bar for reaberto, abre também uma segunda loja no próprio Mercado Novo voltado para a venda de vinhos naturais/orgânicos/brasileiros.

A Gira é um sopro moderno e jovem em um mercado tradicional, que além do vinho, também promove um processo agrícola mais consciente e sustentável. Os pedidos podem ser feito via WhatsApp(31) 99667-2902, ou através dosite.


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